Fábio Assunção fala sobre o combate ao vício: “Eu acho que, tendo foco, é possível” | Mural da Fama – O site das estrelas
Fábio Assunção fala sobre o combate ao vício: “Eu acho que, tendo foco, é possível” | Mural da Fama – O site das estrelas

Fábio Assunção fala sobre o combate ao vício: “Eu acho que, tendo foco, é possível”

Foto Fernando Young – Revista Trip

A próxima edição da revista Trip traz uma entrevista com o ator Fabio Assunção, que deixa o galã de lado para encarar o tempo e suas feridas num papo muito sincero com a Trip. Ele esteve no ar em “Onde nascem os fortes”, série em que deu vida ao vilão Ramiro. Durante a entrevista, Fabio diz que sente que está no momento de maior maturidade na carreira. Na vida, busca manter o essencial por perto, deixar uma marca positiva nos filhos e não interromper sua batalha pessoal contra o vício. “É um trabalho diário mesmo. Não sei como é para cada um. Mas é isso. Eu acho que, tendo foco, é possível”.


Sobre a dificuldade ao encarar sua dependência química sendo a figura midiática que é: “A primeira vez que achei que as coisas estavam saindo do meu controle, em 2008, fui ao AA [Alcoólicos Anônimos]. Estava me sentindo envergonhado, muito preocupado com as pessoas saberem. Cara, na hora que eu saí, tinha um paparazzo do lado de fora. Então, eu nunca tive a possibilidade de viver esse processo com privacidade”.

”Se você está feliz, se está com saudade, se tem uma perda ou se acaba um relacionamento, tem que vivenciar isso e dói. Essas coisas… Todo mundo sente o impacto desses sentimentos, não são sentimentos fáceis. Então acho que [fazer uso de substâncias químicas] foi uma forma de não sentir, uma coisa que eu não tinha preparo para me relacionar”.

“As pessoas sofrem por várias razões, por medo, ou porque são eufóricas, ou porque são deprimidas, ou porque sentem muita raiva. O equilíbrio é você aprender a lidar com essas forças a seu favor e a favor do mundo. Essa não é uma questão exclusiva das pessoas que têm ou tiveram histórico de uso de alguma substância, seja ela lícita ou ilícita, porque tem muita gente que desenvolve dependência de substâncias lícitas. A gente está aprendendo, não é uma resposta que só eu preciso encontrar”.

Foto Fernando Young – Revista Trip

Sobre a luta contra a dependência ser diária: “Sim, é um trabalho diário mesmo. Não sei como é para cada um. Mas é isso. Eu acho que, tendo foco, é possível”.

Sobre ter sua privacidade respeitada: “No começo, sendo mais novo, eu era muito mais abordado, mas achava muito legal, não era desconfortável. Hoje, já vejo de outra forma, gosto de estar num mesmo espaço que outras pessoas, mas sem holofote”.

Sobre seu namoro com Maria Ribeiro: “Faz quatro meses que estamos juntos, mas a gente se conhece há muitos anos. Tivemos esse reencontro agora só. Está num momento incrível. Viajo sempre que acabo um trabalho, agora eu vou viajar para a Itália. Vamos eu e Maria para Itália”.

Sobre se filiar ao PT em 2017: “Tive um convite do Lula, numa conversa que tivemos em um jantar. Ele queria formar uma comissão para discutir política de drogas e queria que eu participasse. Falei que sim. E a gente fez algumas reuniões, ele disse que era muito importante conversar sobre isso com as famílias brasileiras”.

 

“O Brasil tem muito o que mudar nessa área, que é muito central. Se jogar a droga na ilegalidade, ela vira um instrumento de extermínio. É muito pesado o que falei, mas o que o Dória fez na Cracolândia foi uma violação de direitos humanos flagrante, uma coisa absurda”.

 

Sobre seu personagem mais recente, Ramiro, em “Onde nascem os fortes”: “É um cara extremamente conservador, reaça, um criminoso, que manipula coisas. Esse personagem é quase um ato político, é como se eu estivesse mostrando o que não acredito, ou que acredito pelo avesso”.

 

Sobre ter algum tipo de problema com o título de galã: “Quando você começa a trabalhar, fica chateado quando te chamam de galã. ‘Porra, não estão reconhecendo meu trabalho!’ Mas hoje já acho legal. ‘O cara não consegue escapar do galã!’ Acho maneiro. ‘Até de barba o cara continua galã!’ Poxa, obrigado, pessoal, valeu”.

Esta entrada foi publicada em Entrevistas. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Comentários no Facebook